Contou-me um colega da antiga:
Certa vez eu ia passando pela Av. Rio Branco, quando uma linda moça morena fez sinal e eu então parei. Já era tarde, numa noite de sexta-feira, passava das 23:30hs e uma chuva fina caía sobre a cidade. Ela falou-me que queria ir ao cemitério Parque da Saudade e que eu deveria andar bem rápido, pois não queria estar na rua quando desse meia noite. Então como se diz na gíria, acelerei. Quando chegamos perguntei qual era a capela e ela falou-me que era no escritório. Estranhei pois naquele dia não havia velório e o escritório estava quase todo escuro, com apenas uma lâmpada muito fraca acesa. Ela desceu e pediu para que eu esperasse. Esperei por um bom tempo e como ela não voltou decidi então ir até o escritório. Lá encontrei apenas um vigia e ao indagar sobre a moça ele respondeu que ninguém estaria ali além dele. Então fui até o carro e peguei no banco traseiro a jaqueta de couro que ela havia deixado como garantia do pagamento da corrida. O vigia então falou-me: Vê se tem algum documento, mas nada, nada além de um papel com algumas letras e números. Ele logo identificou. Era o endereço de uma sepultura, então ele lembrou do caso. O caso de uma moça que havia se formado e no dia do baile de sua formatura voltou em casa para buscar sua jaqueta de couro, corria muito em sua moto, o asfalto molhado pois chovia como naquela noite, sua moto derrapou bateu e ela perdeu a vida. E agora, o que faço com com a jaqueta? indaguei. Então me respondeu o vigia: Ela morava na rua tal número "X" vá e receba dos parentes a corrida. No dia seguinte o taxista foi ao endereço bateu na porta um senhor a atendeu e pra seu espanto na parede de frente à porta lá estava a foto da moça que ele havia transportado no dia anterior.
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